Não adie mais essa decisão

“Segundo um estudo da UCL publicado recentemente na Nature, ficar na dúvida se você vai sentir dor é muito mais penoso do que ter certeza de que a dor realmente vai acontecer. Para os pesquisadores, saber que existe uma pequena chance de levar um choque elétrico, por exemplo, é “significantemente” mais estressante que ter certeza de que o choque virá. É muito pior não saber se você vai levar um choque do que ter certeza se vai ou não.
incerteza nos deixa ansiosos. O mesmo acontece quando estamos aguardando resultados médicos, por exemplo.”

Um dos meus princípios favoritos do selfhunting é este: decida! Não tenha pendências mentais. Quando eu falo sobre esta ferramenta tão poderosa que é o nosso próprio poder de decisão muita gente fica em dúvida sobre o que exatamente isso quer dizer.

Não ter pendências que te ocupem a mente, é isso que quer dizer. Se você precisa decidir o que vai almoçar: escolha, decida que será uma bela macarronada ou uma leve salada com um grelhado. A maior parte das decisões do nosso dia a dia são mais simples do que a atenção e tensão mental que dedicamos a elas.

Dificilmente lembraremos se no dia 28 de agosto de 2011 lavamos a roupa suja ou deixamos acumular mais um pouco. Tampouco lembraremos se naquele dia específico saímos com os amigos ou fomos dormir cedo.

Tire as pequenas decisões da sua mente já de saída. Ainda que você decida que vai almoçar um belo bolo de chocolate, é uma decisão válida. Só não vale deixar a culpa recair sobre você em seguida. Alias, parte da boa e rápida decisão também é trabalhada junto a eliminação da culpa [nosso princípio zero no selfhunting].

O que pode tornar nossa vida melhor e mais plena são os bons hábitos. Bons hábitos que inclusive passam pelo processo de decisão. Em contrapartida, não decidir e esperar até os 45 minutos do segundo tempo para tornar a tormenta de pensamentos em uma ação dificilmente nos trará tranquilidade e plenitude. Além de muitas vezes acabar caindo no lugar da não-decisão, um lugar muy peligroso! Se você precisa postar algo no correio e espera até o horário de fechar para simplesmente dizer “ia postar hoje, mas agora já fechou” acredite, você está fugindo da mágica da auto-responsabilidade. E isso te faz mal.

A auto-responsabilidade, diferentemente da culpa, não faz com que você se sinta mal ou queira que os outros também se sintam mal pelos perrengues da sua vida. Na auto-responsabilidade mora a mágica do poder de decisão. Você já sabe que prefere ir ao correio apenas amanhã, já sabe qual será o ônus de esperar mais um dia para postar e também já sabe da tranquilidade que será resolver a postagem hoje e não amanhã. É só decidir. Sem culpa para você. Sem dizer que o culpado foi do correio. Sem inventar subterfúgios para as suas não-decisões.

  1. Transforme as decisões do dia a dia em bons hábitos e pense menos sobre elas. Você não precisa pensar em praticar uma atividade física. Troque todas as suas desculpas pela frase: eu pratico … [coloque aqui a sua atividade física favorita]. E por aí vai.
  2. Auto-responsabilidade. Você é responsável pelas suas decisões. Boas ou ruins, rápidas ou demoradas, eficientes ou inúteis.
  3. Decida sem culpa. Não se culpe pelas suas decisões ruins, utilize-as como ferramentas de aprendizado. Lembre do que não quer repetir. Não há necessidade de culpar nada ou ninguém pelos desdobramentos da sua própria vida. Ainda que algumas pessoas usem de má fé, a sua energia merece transitar para melhores fins do que ficar culpando a algo, a alguém ou a você mesmo.

Fonte: http://goo.gl/1rDYjH

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